quarta-feira, dezembro 29, 2004

Uma imensa minoria

A Câmara Municipal de Tomar não gosta, notoriamente, de rebanhos. É por isso que faz parte dos 9% de câmaras municipais que ainda não têm site.

Tcharan! Os prémios de Thomar

Ainda hesitámos algum tempo, mas acabámos por instituir Os Prémios de Thomar. Arranjámos 15 categorias, umas a sério, outras nem tanto, e hoje aqui ficam os premiados nesta primeira edição d' Os Prémios de Thomar [versão 2004]. Entretanto, avisamos já que não haverá qualquer cerimónia de entrega, até porque desconfiamos que a maior parte dos premiados não apareceriam.

Thomarense do ano: Manuel António, “O Esparguete” [por sugestão de Santa Cita]

Prémio Cacete do Ano: Padarias Rosa [pelo atendimento "personalizado"]
Prémio Cine-Esplanada em ruínas: Miguel Relvas [pelo estado do seu PPD-PSD]
Prémio Corredoura do Ano: António Paiva [porque já só apetece correr com o senhor engenheiro]
Prémio Cruz de Cristo: cidadãos de Tomar [que têm que a carregar]
Prémio Doçaria Tradicional: Grupo de Teatro Fatias de Cá [por razões óbvias]
Prémio Estátua Gualdim Pais do Ano: António Fidalgo [piadola fácil e de mau-gosto]
Prémio IC3 do Ano: automobilistas de Tomar [pela falta de civismo]
Prémio Passadeira do Ano: António Paiva [não é preciso explicar, pois não?]
Prémio Pelourinho do Ano: as noites de Tomar [que de tão aborrecidas mais parecem um castigo]
Prémio Polis do Ano: Cine-Esplanada [está-se mesmo a ver porquê]
Prémio RIT, RIT do Ano: Manuel Maria Carrilho [este devia ter ido para quem no PS se lembrou de o candidatar à Câmara]
Prémio Rotunda do Ano: António Paiva [ver Prémio Passadeira do Ano]
Prémio Ventrículo do Ano: Carlos Carrão [este é bem capaz de ser vitalício]

Blog do Ano: Thomar [ah, pois! Que modéstias não é connosco]

Entretanto se alguém quiser acrescentar mais prémios à lista, faça o favor. A casa está à disposição.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Dia de luto em Tomar


Fiquei totalmente consternada quando li hoje no Templário a notícia que não queria ler.
Já há uns tempos que sabia que tal poderia suceder um dia. Aliás, até já tinha trocado algumas impressões com o Hugo sobre o assunto. No entanto, quando hoje li o artigo não queria acreditar.

O Cine-Esplanada, um ícone da minha cidade natal, foi demolido.

Para quem não sabe o Cine-Esplanada foi um cinema ao ar livre, provavelmente dos únicos do país. Estava implantado numa zona de jardins e também isso lhe dava uma atmosfera única, impossível de transmitir por palavras.
Durante a minha adolescência, nos Verões quentes de férias grandes, várias vezes assisti a sessões de cinema naquele local. Era um misto de fantasia, alegria e companheirismo.
Ver filmes a preto e branco e de vez em quando desviar os olhos até ao outro grande ecrã, o céu estrelado, é uma experiência rara, que poucos apenas tiveram o privilégio de experimentar.
Eu sabia que o projecto Pólis previa a demolição do Cine-Esplanada, e mea culpa também se tal, realmente, acabou por suceder.

Os tomarenses com quem falei sobre o assunto, também não acreditavam que tal viesse a acontecer, mas a verdade é que ao contrário de tantos projectos que ficam pelas gavetas da administração, este concretizou-se.

Naquele local de culto, que marcou toda uma geração, será construída uma “praça formalizada com iluminação no nível do pavimento”.
Mas quem é que precisa de praças realizadas segundo as formalidades com iluminação no nível do pavimento? Nós queremos é sítios únicos, autênticos, que nos liguem à nossa terra, que nos relembrem o passado, tempos gloriosos de raras preocupações.

Relembro aqui o que disse ao Hugo quando falámos sobre o assunto:
O Cine-Esplanada recorda-me filmes de Felinni, verões quentes, namoros jovens.

E isso, nenhuma praça pode substituir.



A imagem da desgraça no Templário

Sónia

terça-feira, dezembro 14, 2004

Boas Festas para todos



Para os nossos visitantes e amigos.
Para os colegas de blog.
Para todos os Thomarenses.
Para TODOS.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Não resisto - mais um exemplo

Um dia destes atropelo alguém em Tomar. E não vou sentir qualquer remorso ou sombra de culpa. Agora que há, espalhadas pela cidade, aquela idiotice engendrada pela Câmara Municipal e que me recuso a chamar passadeiras, não há nenhuma justificação para os peões atravessarem as nossas fora das passadeiras. Deculpem lá, mas recuso-me a travar, ou sequer a abrandar, porque um peão resolve atravessar a rua a 5, 10, 20 ou 30 metros de uma pass... coisa daquelas que por aí há.
Vejam bem: hoje, cercas 14h30, desço a Avª Cândido Madureira [em slalom devido aos automóveis estacionados em segunda fila]. A menos de 20 metros de uma das 4 passadeiras [ainda são passadeiras estas] um senhor de meia-idade e de muletas atravessa calmamente a rua à minha frente. De muletas, por Deus! Não abrandei. Não travei. Não o atropelei por pouco. Se tivesse acontecido, talvez o senhor percebesse que há locais destinados ao atravessamento das ruas. Para concluir: após atravessar a rua, o senhor [de muletas!] desceu em direcção à rotunda, passando impávido e sereno ao lado da passadeira.

Falta de respeito, falta de vergonha

São frequentes os queixumes de todos quantos são obrigados [?] a circular de carro pela cidade. O trânsito é um caos [é, sim senhor], as novas passadeiras elevadas são absurdas [pois são], não há estacionamentos suficientes [é bem possível], etc, etc, etc...
Aquilo que me choca mais, porém, nem são os problemas acima - e a aparente falta de sentido na organização do trânsito automóvel na cidade. Aquilo que não deixa de me escandalizar é, por um lado, a falta de vergonha e de respeito descarada e arrogantemente exibida por um cada vez maior número de automobilistas e, por outro, o deixa andar da Polícia de Segurança Pública.
Eis um - apenas um, mas há muitos mais - exemplo da falta de civismo em vigor na cidade. Uma senhora de meia-idade [provavelmente daquelas que enche a boca para debitar lugares-comuns do género "Já não há respeito... Esta juventude está perdida... Ao ponto a que isto chegou... Ai, este mundo..."] entra num cabeleireiro da cidade [sito à Avenida Cândido Madureira] para "lavar e secar o cabelo". A dita senhora pede, ao chegar, que alguém lhe fique com as chaves do carro e o retire de onde o deixou no caso de aparecer a polícia. O carro da senhora ficou estacionado em segunda fila.
Nem me dou ao trabalho de comentar. A história fala por si [e não estou a inventar, tenho pena mas nem da minha, por vezes, delirante imaginação brotaria tal disparate].

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Isto é que é velocidade!

O Jorge nem deixou a tinta secar...

Mudanças na decoração

Deu-nos para isto: pintámos a casa e mudámos uns móveis de lugar. A casa, porém, é a mesma e continua aberta a todos os t[h]omarenses.

Darfur



É Urgente!
Não Esquecer!

domingo, dezembro 05, 2004

Rio Nabão



Fui lá abaixo à Matrena. "Há concurso de pesca", disseram-me. Não havia! Havia, isso sim um grupo de malta que foi dar banho à minhoca, pois peixe nem vê-lo.

A água corre negra, ruça.

Nem São POLIS lhe vale!

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Parabéns

Parabéns ao Leonel Vicente, que viu o seu trabalho distinguido pelo Weblog.com.pt como blogger da Semana.

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Uma correcção...

Escrevo aqui apenas para indicar uma correcção sobre a minha pessoa. Se desejarem saber mais, visitem a "Janela do Mundo"...