terça-feira, setembro 28, 2004

O terror

Nos primórdios deste blog, alguém - esquecemos quem - nos acusou de termos como alvo preferencial da nossa verve a prosa do coração de Carlos Carrão. Não era por nada, como em bom tempo tentámos explicar [procurem nos arquivos...], mas a sua escrita cardíaca estava a pedi-las... Entretanto, deixámos o senhor em paz. Aliás, senhor que não conhecemos nem nunca nos foi apresentado, como diria o outro, e contra o qual nada nos move. Nada nos move, não é bem assim. É que as suas palavras do orgão vital continuam a pedi-las. Semanalmente e sem descanso.
Esta semana, como sempre no Jornal Cidade de Tomar,
o senhor debruça-se sobre o terrorismo e... espalha-se ao comprido! Para além de umas generalidades avulsas - estivemos mesmo para escrever vacuidades, mas enfim - sobre o terrorismo que qualquer um subscreveria, Carrão confunde conceitos, baralha exemplos e enfia no mesmo saco do "terrorismo" «terroristas que [sempre] lutaram por causas nobres» [está a referir-se a quem? A Jesus Cristo? Guevara? Carlos, o Chacal? Xanana Gusmão?], «limpezas étnicas», «roubos e os assaltos», «discussões sobre extremas de propriedades, localização de marcos, serventias» que redundaram em violência, «um pai ou uma mãe a quem criminosamente matam um filho»... Uma autêntica barafunda mental, como está de bom ver.
Não se compreende. Bin Laden é portanto igual aos familiares da infeliz Joana que são iguais aos terroristas da ETA que são iguais a alguém que rouba por não ter o que comer que é igual a Hitler que é igual a dois miúdos que se pegam à pancada no recreio que são iguais a um serial killer? Absurdo, não é? Para Carrão, pelos vistos, não.
Por favor amigo Carrão, volte aos textos sobre mulheres e homens e velhilhos e o amor que esses pelo menos sempre nos faziam sorrir.

segunda-feira, setembro 27, 2004

Só a rir...


sexta-feira, setembro 24, 2004

Ele há coisas....que nos revoltam!


Estava ali a comentar um post do Thomarense, quando me lembrei de algo que me sucedeu hoje de manhã e que tenho que vos contar.

Como sempre a sexta-feira em Tomar é caótica no que toca a trânsito. Já todos sabemos. Especialmente no que toca a estacionamento no centro da cidade.
Pois eu tenho o azar de todas as sextas-feiras, por razões profissionais, ter que ir para o centro. É o caos, é os nervos a crescerem ao mesmo tempo que os minutos vão passando sem lugares à vista para estacionar.

Ora, uma boa solução para este problema é sempre o "parque de estacionamento" improvisado da Várzea Grande. Pois bem, este "parque" foi fechado há já uma semana, para se ultimarem os preparativos para a Feira de Santa Iria que se aproxima. Ou seja as centenas de lugares que normalmente ali estão há disposição deixaram de existir.

Caos ao quadrado!

Dei voltas e mais voltas (guiando a direito deveria ter chegado pelo menos a Santa Cita) e lá encontrei um lugarzito para estacionar o automóvel, embora bem longe do meu local de trabalho.

No passeio matinal a que me vi forçada deparei-me com reforços de agentes da polícia, ali propositadamente, para multar o pobre do contribuinte.

Passei pelo primeiro, indaguei-o sobre o seu comportamento. Se achava correcto estar a multar os cidadãos numa sexta-feira, dia de mercado, nas condições em que a cidade se encontrava, com falta de estacionamento. Não obtive resposta.

Passei pelo segundo, ainda mais revoltada, e perguntei-lhe se não achava melhor abrir o parque de estacionamento em vez de estar a passar multas. Este mais expedito disse-me que quem o fechou é que o devia de abrir.

Bom, tenho que reconhecer que o senhor tinha razão.

Mas, bolas, haja condescendência, haja tolerância, haja discernimento, haja paciência!

E depois, perdoem-me, mas a malta tem que descarregar em alguém.

Senhor Presidente da Câmara, acha correcto?

Sónia

Red light freguesia

A freguesia de Paialvo começa a surgir aos olhos da comunicação como uma espécia de red light district do concelho. Esta semana, num suplemento Local do Público falava-se da contestação a um bar de alterne no centro de Paialvo. Esta semana também, O Ribatejo fala do mesmo e O Templário "contra-ataca" com a contestação ao bar de alterne das Curvaceiras [na mesma freguesia]. Quando é que a Time repara em nós, caramba?

O mercado semanal

Durante alguns anos trabalhei fora de Tomar. Por isso, quase esqueci a balbúrdia semanal em que a cidade se transforma às sextas-feiras de manhã. Regressado à "santa terrinha" [por adopção], voltei agora a senti-la. Lembro-me - e este blog começa a parecer um livro de memórias, olá Sónia, olá Leonel :) - de ser garoto e a minha mãe me arrastar pelo mercado e pela praça [agora chamam-lhe mercado municipal, não é?]. Diga-se de passagem que também me lembro de detestar essa espécie de ritual semanal dos tempos [finais dos anos 70, princípios de 80] em que o único hipermercado da cidade era o mercado semanal. Apesar de abominar essas manhãs de sexta-feira, havia algumas coisas que me davam um especial prazer: a viagem de combóio [morava fora da cidade], a conversa com um cigano que sempre me achou muita piada [não faço ideia porquê] e, especialmente, a fartura com que a minhã me recompensava pelo meu "sacrifício". Ainda hoje mantenho o vício das farturas. Uma destas sextas-feira hei-de passar pelo mercado só para comer uma fartura. E pode ser que o cigano ainda por lá esteja.

quarta-feira, setembro 22, 2004

T[h]omarense resolve imbróglio da colocação de professores!

A ministra da educação lê o blog de um t[h]omarense: o Tomarpartido do Jorge Ferreira. Por volta do meio-dia de ontem o Jorge sugeria que se fizessem as colocações dos professores "à mão" e à noitinha a ministra apareceu na televisão a comunicar ao país que as colocações dos professores iriam ser feitas... manualmente. Pensavam que Miguel Relvas era o único tomarense [este sem "agá"...] a ter influência no poder em Portugal? Enganaram-se. :)
Parabéns, Jorge!

segunda-feira, setembro 20, 2004

Sporting Clube de Tomar, sempre!




Ainda há pouco tempo o Leonel falava aqui do União de Tomar e das recordações dos tempos áureos em que nos orgulhávamos de receber os melhores clubes de Portugal.
As recordações que tenho são vagas, talvez apenas de ouvir falar. Lá em casa não havia muito o hábito de "ir ao futebol".
No entanto, sou, indiscutivelmente, uma adepta ferrenha de um outro clube que enaltece Tomar, e do qual fui atleta durante muitos anos, o Sporting Clube de Tomar, do qual o Leonel também tem falado ali.

Lembro-me tão bem das tardes de Sábado passadas no Pavilhão, à espera do jogo com os melhores; dos dias de Benfica, Sporting ou Porto em que as televisões acompanhavam; dos gritos ensurdecedores da claque tomarense; das bandeiras agitadas; das cenas de pancadaria nas bancadas, e no campo; das sticadas do Vitor Hugo do Porto nas canelas dos adversários, hoje ex-seleccionador nacional; dos jogos com um árbitro, dos jogos com dois árbitros; da chegada dos cartões azuis; das bolas que voavam a velocidades fatais para as bancadas, antes de ser colocada a rede à volta do campo; do quadro electrónico, mil vezes consultado para a contagem decrescente; dos nomes decorados de todos os jogadores, de todas as equipas, e sobretudo da nossa equipa.
E lembro-me sobretudo das amizades que fiz na altura, muitas das quais ainda hoje mantenho.

Entretanto o clube, tal como quase tudo o resto nesta cidade, “foi descendo”, a minha vida também mudou, desliguei-me.
Mea culpa, mea culpa também, se hoje o Sporting já não tem o apoio que tinha naquele tempo. Reconheço que não o devia ter abandonado.
Mas só o abandonei fisicamente, espiritualmente continuo a vibrar como se aqueles momentos, há quase vinte anos, fossem ainda hoje.

Sónia

sexta-feira, setembro 17, 2004

Afectos

Dili - Timor Leste
Em Timor calam-se as vozes que falam em português, se não respondermos a apelos como este e os jovens podem perder parte da sua história. Tal como nós, porque o primeiro país do século XXI teve alma portuguesa.

Encontro-me a leccionar em Dili, na Escola Pré-Secundária Cristal. Esta escola, a semelhança de muitas, muitas outras não tem biblioteca. Tem apenas uma estante (na sala dos professores) na qual se encontram apenas livros em inglês, oferecidos pela Austrália. Os únicos livros em português são os manuais e gramáticas de português que foram fornecidos à escola.
Já perceberam o que eu quero? Gostava de ajudar a fazer uma pequena biblioteca naquele mesmo espaço ..... será que alguém tem por aí uns livros (de preferência literatura infantil/juvenil, manuais escolares de várias disciplinas e outros), revistas e jornais que já não fazem falta?
Se tiverem enviem-mos. Decerto que vão ser muito úteis aos meus alunos e aos meus colegas (professores timorenses).

Se estiverem dispostos/as a fazê-lo aqui vai o endereço:

Embaixada de Portugal em Dili
A/c Professora Ana Medeiros - Dili Edifício ACAIT
Av. Nicolau Lobato
Dili - Timor Leste


Obrigada,

Ana Medeiros

PS: Já agora informo que existe uma tarifa especial dos correios (2Kg custam 2,75). Se eles disserem que não, aqui têm copia de um mail dos CTT:

Exma. Sra Ana Medeiros
Gostaríamos, desde já, de agradecer o seu contacto, que mereceu a nossa melhor atenção. Informamos que há um tarifário económico para Timor, que lhe permite fazer o envio de correspondências até 2 kg, pagando EUR 2,70.
Lembramos que, para qualquer informação ou esclarecimentos mais detalhados, poderá consultar o nosso site www.ctt.pt ou ligar para as nossas linhas informativas:
Informações sobre Produtos e Serviços:
800 20 68 68
Com os nosso melhores cumprimentos,
Dulce Lopes

via O maior espectáculo do mundo

Mudança de casa e casas novas

O Leonel mudou de casa, ou seja, o Tomar mudou-se do Sapo para o Weblog.com.pt. Casa nova, a qualidade de sempre. Portanto agora está aqui.
Entretanto, a blogoesfera tomarense tem mais habitantes: a Elsa abriu o Jornalista Freelancer, há já algum tempo existem o TomaRap dedicado ao hip-hop [mas está parado há meses...], o Portal do Cláudio e o PS de Tomar [do Partido Socialista local, obviamente]. Os BioniC expandiram a sua casa e criaram o BioniC flyers.
Não, a Câmara continua a não ter presença online. Nem site nem sequer um bloguezito. Aliás, alguém sabe de alguma autarquia ou autarca que tenha um blog? De repente fiquei curioso.

terça-feira, setembro 14, 2004

Descubra as diferenças ;-)






Sónia

Futebol em Tomar (à laia de adenda ao post do Leonel)

segunda-feira, setembro 13, 2004

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA (II)

Depois (apenas até 1976…), com o clube na I Divisão, as visitas do Benfica de Eusébio (que, mais tarde, voltaria a Tomar, para vestir a camisola do União!) e do Sporting de Damas e Yazalde continuaram a ser ocasiões de grandiosa festa que animava a cidade. Ao contrário, quando era o União a ir a Lisboa, faziam-se “grandiosas excursões”.

Logo depois, na segunda metade da década, a cidade entraria num período de recessão de que, em boa verdade, não conseguiu ainda sair, em particular com a crise do sector industrial.

Há poucos dias, o União de Tomar disputou, no Torneio Fernando Matias, o último jogo no relvado do “25 de Abril”, assim se fechando um ciclo; o Estádio vai entrar em obras, para substituição por um relvado sintético!

Prevê-se que o União venha a ter um “Estádio” novo, a construir nas Avessadas.

Mas como estão longe os “dias de glória” da minha infância…

E algumas questões se impõem!

Porque estão os tomarenses de “costas voltadas” para o seu maior “símbolo vivo”, atravessando uma deprimente “agonia”?

Porque tem o clube mais representativo da cidade (e, pelo seu passado e historial, de todo o Distrito) de competir (e, muitas vezes, perder…) com “equipas de aldeia”?

Sem “entrar em loucuras” – e sem esquecer que há outras instituições, não só desportivas, mas também, e principalmente, de índole cultural, que vivem também com dificuldades –, porque “não há vontade” de repor o clube no lugar “a que tem direito” (pelo menos, a II Divisão B)?

A resposta aos tomarenses, em especial às “forças vivas” da cidade: Câmara e Empresas.

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA (I)

Em meados da década de 70, estava eu ainda na minha “primeira infância”, recordo com saudade os tempos de brincadeiras, no açude da fábrica, as deslocações ao Agroal (de que retenho a imagem da “água gelada” da nascente – a praia, igualmente “gélida”, era a da Nazaré…), a minha pequena casa térrea na Rua da Fábrica, os automóveis que ainda mal começavam a “massificar-se” (lembro particularmente uma “relíquia”, um automóvel preto, estilo clássico, quiçá ainda dos anos 50 – sempre estacionado próximo da casa do João dos Santos, o “famoso João das Latas”, na sua imponência majestosa de “obra-prima” de outra época, não muito longe do estabelecimento do também popular tio “Zé das Bananas”).

O meu “solene” exame da primeira classe, realizado em época excepcional em Fevereiro, após 4 meses a aprender a “desenhar igrejas” (não sei porque não conservo memória dos desenhos que acompanhavam as letras a, e, o e u…) – aprendera já a ler e a escrever, pelos meus 5 anos, bastante antes do “primeiro dia de escola”...

Depois, os primeiros (“grandes”) prédios (talvez 3 ou 4 andares) que começaram a ser construídos frente à minha casa, com janelas com vista para o Estádio.

Recordo a animação das tardes de Domingo, com milhares de pessoas a caminho do “campo da bola”.

Em particular aquele dia em que, era eu ainda “mesmo muito pequeno” – é uma reflexão interessante pensar como evoluíram as coisas e como são “super-protegidas” as crianças de hoje – deixei o meu pai a regar na horta e me dirigi sozinho para o campo (que não ficava longe…). Lá dentro, o U. Tomar fazia o seu melhor resultado de sempre na I Divisão, marcava golos atrás de golos, frente ao Beira-Mar (até chegar aos 8-1!). Um verdadeiro “delírio”!

sexta-feira, setembro 10, 2004

Uma volta pelos blogs t[h]omarenses

O João d' A Coluna Vertebral regressa aos incêndios e recupera um trabalho da Grande Reportagem e o Pedro d' A Janela do Mundo tem andado caladito tal como a Sybilla da Cópula Vocabular e o José do Tomar do BloggerA Taverna faz-se publicidade às festas de Santa Cita [este fim-de-semana] enquanto o Santa Cita recebeu um diploma da University of Blogging [a sério!...]. O Hugo regressou com complicações Algures Aqui e a Sónia do Alinhavosalinhava uma nova galeria, desta vez de Salvador Dali. Por aqui continuam a passar encantos e des-Encantos, por ali e acolá as novidades de alguns músicos tomarenses e por aqui, por aqui passa a política local [socialista]. O Leonel continua o seu excelente trabalho sobre o concelho de Tomar [agora centrado na freguesia da Serra] e sobre o mundo na Memória Virtual.O Jorge analisa a "estabilidade total" do país no Tomarpartido e, entretanto, apareceu mais um blog de dois tomarenses - BioniC - que podem encontrar aqui.

A propósito do IC9...

... transcrevemos aqui, finalmente, um carta que Hélio Santos nos fez chegar, via email, há alguns dias a propósito do traçado do IC9.

«Exmo. Sr. ou Sr.ª

Venho por este meio dar-lhe conhecimento de uma situação que muito me entristece enquanto cidadão português e tomarense. Há cerca de 5 anos tive conhecimento do traçado previsto do IC9 entre Carregueiros e Tomar. Sendo eu um profundo conhecedor da área envolvida verifiquei que tal traçado seria um erro para a cidade de Tomar por diversas razões e informei o responsável pelo projecto no ICOR em Lisboa, os presidentes de Junta das Freguesias da Pedreira e Além da Ribeira, técnicos da Câmara Municipal de Tomar sugerindo o seguinte traçado alternativo.
[imagem do traçado proposto]

As vantagens eram as seguintes:
- A distância é cerca de metade da que está projectada evitando a destruição de uma mancha significativa de azinheiras protegidas por lei (terá existido um estudo de impacto ambiental?);
- Necessidade de uma única ponte com cerca de 120 m2 na passagem sobre o Rio Nabão quando o itinerário aprovado prevê em 3 Km cerca de 5 pontes sendo a maior sobre o Rio Nabão com cerca de 470 metros de comprimento e 20 metros de altura perto do Açude de Pedra (área alvo de intervenção por parte do Programa Polis em Tomar). Para além disso com este traçado será necessária uma muito maior quantidade de obras de terraplanagem do que pelo traçado por mim sugerido.
Para além dos enormes prejuízos ambientais verifico também que estão envolvidos custos económicos acrescidos. Este traçado terá maior distância, maior destruição de área florestal e menores vantagens a nível rodoviário para a população. Com este traçado é tecnicamente impossível que mais tarde se possa fazer um nó rodoviário na E.M. 526 (Estrada do Prado), uma via com grande circulação de automóveis pesados para a fábrica de papel do Prado e um acesso para as freguesias de Além da Ribeira, Casais, Pedreira e Chãos (Concelho de Ferreira do Zêzere). O traçado sugerido permitiria tal nó rodoviário quer tecnicamente, quer através da poupança de custos em relação ao traçado previsto.
O que mais me choca é que todas as pessoas por mim contactadas concordam que o traçado não é o mais indicado mas ninguém com responsabilidade e poder para tal age no sentido de pôr cobro a tal situação. Como é que numa altura em que neste país se defende a poupança dos gastos do estado para fazer face ao défice se opta por uma solução duas a três vezes mais cara, mais desfavorável a nível ambiental e menos favorável às necessidades da população? Verificando que apesar das minhas sugestões a abertura do concurso público da empreitada do sub-lanço Carregueiros-Algaz do IC9 ocorrerá no próximo dia 3 de Setembro de 2004 gostaria de ser esclarecido sobre esta situação.
Na expectativa da melhor atenção para o referido nesta carta, subscrevo-me com consideração,
Tomar, 30 de Agosto de 2004
Hélio Santos

Lenda de Santa Iria





Conta a história que na antiga Nabância (Tomar) nasceu Iria, uma bela jovem que desde cedo descobriu a sua vocação religiosa e entrou para um mosteiro. Esta região da Península Ibérica era governada pelo príncipe Castinaldo, cujo filho Britaldo tinha por hábito compor trovas junto da igreja de S. Pedro. Um dia, Britaldo viu Iria e ficou perdidamente apaixonado pela jovem, caindo doente, em estado febril e desesperado. Reclamava a presença da jovem insistentemente e, apesar de lhe dizerem que o seu amor era impossível, insistiu na sua presença. Os pais temendo o pior trouxeram-lhe a jovem que lhe pediu que a esquecesse, porque o seu coração e o seu amor eram de Deus. Britaldo concordou sob a condição de que Iria não pertencesse a mais nenhum homem. Passados tempos, Britaldo ouviu rumores infundados de que a jovem tinha atraiçoado a sua promessa e amava outro homem. Despeitado, seguiu-a num dos seus habituais passeios ao rio Nabão e ali a apunhalou, atirando-a à água. O corpo de Iria foi levado pelas águas até ao Zêzere e daí ao Tejo, vindo a ser encontrado junto da cidade de Scalabis (Santarém), encerrado num belo sepulcro de mármore. O povo rendeu-se ao milagre e a partir de então a cidade passou a chamar-se de Santa Iria e mais tarde Santarém. Cerca de seis séculos mais tarde as águas do Tejo voltaram a abrir-se para revelar o túmulo à rainha D. Isabel, que mandou colocar o padrão que ainda hoje se encontra na Ribeira de Santarém, para que o milagre não fosse esquecido.

segunda-feira, setembro 06, 2004

Uma vela na Janela de cada blogue



Iniciativa do Ânimo


Em memória de todas as vítimas do massacre na Ossétia, em especial por todas as crianças!
Para que nunca mais.
Em nome de libertação nenhuma!


Em memória de todas as vítimas de massacres, em memória de todos os que morreram no cumprimento do seu ofício servindo os outros, em memória de nós. (in Adufe.pt)

sexta-feira, setembro 03, 2004

Pode ser que a seguir venha o site...

Tomar já tem, finalmente, um novo mapa da cidade e um mini-guia com informações sobre a cidade e o concelho. Já não era sem tempo: o anterior mapa tinha já quase 20 (VINTE!) anos. Passem pelos Serviços Municipais de Turismo na Avª Cândido Madureira e peçam que eles dão.

Site? Qual site? Alguém falou em site?

quinta-feira, setembro 02, 2004

Ai, as férias...

A Sónia regressou de férias e partilha alguns momentos - em forma de imagens - nos seus Alinhavos.

O sexo na cidade


Se ainda ao menos os casais de namorados / amantes não deixassem por lá os preservativos, lenços de papel e toalhetes...

quarta-feira, setembro 01, 2004

Regresso à vida normal

Cá estou de regresso ao trabalho, ao rengue-rengue quotidiano.
Depois de umas breves férias no Algarve, cada vez me apercebo mais de como é linda a nossa cidade.
O Algarve continua agradável, apesar de tudo. As falésias, as praias de areia dourada, as rochas emergentes no mar. A paisagem, em suma.
No entanto convém não desviar muito os olhos na direcção oposta do mar, porque aí a falta de planeamento urbanístico, o hiato existente entre a população veraneante e os sistema de saneamento básico, a falta de estética, os parques de estacionamento selvagem a 2 euros, os restaurantes em cima das dunas com esgoto directo para o mar, enfim um laivo de terceiro mundo, num país que se quer e se diz desenvolvido.

Por isso, quando regresso a Tomar e vejo a organização, a limpeza, a calma e a tranquilidade com que se vive aqui, fico ainda mais apaixonada por estas paragens. Consigo, finalmente, descansar das férias.

Sónia

Regresso a Tomar...

... e a Thomar após umas férias algures em Portugal.

Constato que a polémica em torno do estacionamento tarifado parece estar aí para lavar e durar.

Anotei igualmente
a indignação do Padre João Borga relativamente ao que se está a passar junto à Igreja de Santa Maria do Olival e assino por baixo: provisória ou não, a solução de aí instalar parte do mercado semanal é, no mínimo, uma vergonha para a cidade. A Igreja de Santa Maria do Olival é um dos mais importantes monumentos da cidade, da região e do país e não merecia ser assim desrespeitada. Nem a Igreja, nem os tomarenses, nem aqueles que amam Tomar, nem aqueles que nos visitam.

Registei ainda, e com agrado,
a brilhante prestação de Nuno Merino nos Jogos Olimpicos de Atenas. E registei igualmente a ambição que Merino continua a demonstrar.

Outras boas notícias para a cidade e o concelho são a adjudicação do troço do IC3 e a construção do IC9. Resta saber quando estarão estas obras concluidas...

Entretanto chegou-me aos ouvidos um rumor (ou seria um boato?) de que vai (re)abrir uma espaço nocturno na cidade. Se assim for, espero sinceramente que introduza alguma inovação e dê alguma animação às noites tomarenses que continuam basicamente um aborrecimento.