quarta-feira, março 16, 2005

Vamos ter autocarros em Tomar

Li no jornal cá da terra que a Câmara Municipal irá adquirir três autocarros. Espero que seja um contributo para acabar com o trânsito caótico que todos os dias temos que enfrentar. Resta saber se o preço pedido para os utilizar irá estar dentro do limite do aceitável... ah, já agora aproveito para perguntar: ainda mora alguém no Thomar?...

terça-feira, março 08, 2005

Hoje é dia da Mulher.

a todas uma homenagem, na pele da imortal Afrodite

Afrodite

Formosa.
Esses peitos pequenos, cheios.
Esse ventre, o seu redondo espraiado!
O vinco da cinta, o gracioso umbigo, o escorrido das ancas, o púbis discreto ligeiramente alteado, as coxas esbeltas, um joelho único suave e agudo, o coto de um braço, o tronco robusto, a linha cariciosa do ombro...
Afrodite, não chorei quando te descobri?
Aquele museu plácido, tantas memórias da Grécia
e de Roma!
Tantas figuras graves, de gestos nobres e de frontes tranquilas, abstractas...
Mas aquela sala vasta, cheia, não era uma necró- pole.
Era uma assembleia de amáveis espíritos, divaga- dores, ente si trocando serenas, eternas e nunca desprezadas razões formais.

Afrodite, Afrodite, tão humana e sem tempo...
O descanso desse teu gesto!
A perna que encobre a outra, que aperta o corpo.
A doce oferta desse pomo tentador: peito e ventre.
E um fumo, uma impressão tão subtil e tão pro- vocante de pudor, de volúpia, de reserva, de abandono...
Já passaram sobre ti dois mil anos?

Estranha obra de um homem!
Que doçura espalhas e que grandeza...
És o equilíbrio e a harmonia e não és senão corpo.
Não és mística, não exacerbas, não angústias.
Geras o sonho do amor.

Praxíteles.
Como pudeste criar Afrodite?
E não a macerar, delapidar, arruinar, na ânsia de a vencer, gozar!
Tinha de assim ser.
Eternizaste-a!
A beleza, o desejo, a promessa, a doce carne...

Irene Lisboa, Outono Havias de Vir, 1937

terça-feira, março 01, 2005

Hoje olhamos para o umbigo [III]

Este post serve só para dar os parabéns ao nosso irmão gémeo Tomar que também hoje completa um ano de existência. Parabéns ao Tomar e ao seu autor, o amigo [podemos tratá-lo por amigo, não?] Leonel Vicente.

Hoje olhamos para o umbigo [II]

Thomar nasceu à mesa de um café - o quase centenário Paraíso - provavelmente durante uma conversa qualquer sem nexo. Alguém atirou a ideia para cima da mesa, que balançou mas não caiu. Outro alguém pegou na ideia, que escorregava para o chão, e aqui continuamos.
Dos fundadores já só um resiste na equipa, que entretanto foi crescendo com a chegada de colaboracionistas de proveniências diversas [todos donos dos seus próprios blogs, aliás]. Entretanto a comunidade de bloggers tomarenses também foi crescendo, a ponto de já se justificar um encontro [ideia ainda em fase de maturação].
Apesar da intermitência, por cá continuamos / continuaremos. Já temos um anito. Já gatinhamos, mais ainda não largámos as fraldas nem a chupeta. Já temos até mais tempo de vida do que o governo de Santana Lopes. Veremos se sobrevivemos ao Sócrates.
Continuamos a ter alguns ódiozinhos de estimação [o site da Câmara Municipal que de tão virtual nem na Web existe; a prosa de Carlos Carrão; as rotundas; as passadeiras; a ignorância; uma certa mentalidadezinha que por aí resiste; os atentados ao nosso património; etc].
Em compensação, continuamos a gostar muito de Tomar. Com virtudes e defeitos incluidos, pois então!

Hoje olhamos para o umbigo

Da cidade e do concelho por aqui se vai escrevendo, com maior ou menor frequência, ao longo do ano. Hoje, olhamos para o umbigo. Estatisticamente.
Segundo os dados do profile do Blogger temos 103 posts escritos [dá uma média modesta, reconheça-se...], o que se traduz em 9.142 palavras.
Segundo o Technorati há 44 links de 39 "fontes" a apontar para áqui.
Segundo o Site Meter tivemos até ontem 4.692 visitas e 6,192 page views.

Post fundador

«Segunda-feira, Março 01, 2004

Novecentos e tal anos depois, temos:
Uma cidade, um castelo, um rio Nabão, um concelho com freguesias, uma estátua com um segredo, uma praça com pombos, uma fonte “aquamatrix”, uma festa colorida com milhões de visitantes, os Quinta do Bill, a fraca memória do lopes-graça, jornais locais, rádios locais, protagonistas locais, locais turisticos, um carnaval que já não se faz, um carnaval na linhaceira, uma tuna académica, tradições académicas consistentes, um politécnico recente, uma equipa de futebol onde jogou o Eusébio, uma equipa de hóquei em patins que esteve na 1ª divisão, umas super-piscinas, um parque de estacionamento onde acampam carros, um polis pouco visível, um parque de estacionamento bem visível, um ramal de comboios, uma ex-delegação da PJ, uma ideia de capital europeia da cultura, as fatias de tomar, as fatias de cá, museu(s), um batata que já não insulta, uma sirene de bombardeamento ao meio-dia, uma regata semanal de caixas de sapatos, um vereador que escreve com o coração, uma comunidade urbana, um escândalo político local (local variável), um anuncio na televisão, festas e concertos que eram na FAI, sete sois e sete luas que já não são, um MacDonald´s, um modelo, património da UNESCO, uma roda, um ex-Pim-Pim-ex-Index, um hospital novo, um paraíso de manhã, um paraíso de tarde, um paraíso de noite, uma memória de avô cantigas e pára-quedistas no dia mundial da criança, um estádio antigo, um cine-teatro novo, um festival internacional de cinema infantil que já era, um festival de dança contemporânea com sede em tomar e espectáculos cada vez mais fora, uma sexta-fora, um dia da cidade, e agora... um blog.

posted by Thomarense @ 12:00:18 AM»

Thomar faz oficialmente um ano hoje. Por isso recuperámos o post fundador.
Hoje é feriado em Tomar. É dia da cidade. Bom feriado.